terça-feira, 24 de novembro de 2009

Homem Descobre Que É Filho De Charles Manson

O norte-americano Matthew Roberts, 41 anos, não é o tipo de pessoa que sente orgulho do sobrenome. Nada contra o “Roberts”, dado pela família que, nos anos 1970, o acolheu e adotou. O problema dele é com o sobrenome original, herdado de um dos mais conhecidos serial killers dos Estados Unidos.

Matthew cresceu sem saber quem eram os pais biológicos. Porém, há 12 anos, decidiu que queria saber mais sobre si mesmo e foi atrás dos genitores. Primeiro, localizou a mãe, Terry, moradora do Estado de Wisconsin. Ela confirmou imediatamente que era sua mãe e lhe havia batizado com o nome de Lawrence Alexander. No entanto, para saber o nome do pai, foi necessário muita insistência. E quando a mãe finalmente respondeu a pergunta, Matthew entendeu o motivo de tanta hesitação. Ele era filho de Charles Manson, o líder de um grupo racista que assassinou nove pessoas em Los Angeles.

 Matthew contou ao The Sun que entrou em depressão após descobrir o seu parentesco com Manson. “Eu não queria acreditar. Estava com medo e raiva. É como descobrir que Adolf Hitler é o seu pai”, comparou. Para ele, a busca pelo passado se mostrou bem diferente do que esperava. “Você pensa que vai conhecer seus pais biológicos e que eles vão te amar e te receber de braços abertos. Mas ele não é esse tipo de pessoa”, disse.

Mesmo assim, Matthew mantém contato com o pai por meio de cartas enviadas ao presídio da Califórnia, onde Manson cumpre a pena. Aos, 75 anos, o norte-americano que foi chamado de “o homem mais malígno e satânico que já caminhou na face da Terra” responde a todas as cartas — sempre assinando com uma suástica nazista. “Ele me manda coisas esquisitas”, contou Matthew. Em um dos bilhetes trocados, o presidiário conta como conheceu Terry e escreve sobre sua infância, comparando-a com a do filho.

Matthew afirma ter sentimentos confusos em relação a Manson. “Ele é meu pai biológico. Não consigo evitar a ligação emocional. E isto é o mais difícil. Sentir amor por um monstro que estuprou minha mãe. Eu não quero amá-lo, mas também não quero odiá-lo”, desabafou o norte-americano, que é poeta e trabalha como DJ em Los Angeles.

2 comentários:

Paulo disse...

Que merda descobrir q seu pai biológico é nazista e ainda por cima um serial killer, coitado!

Charles Heitor disse...

estranho,ter que amar e odiar?ou é um,ou é outro,pois acho que ele tanto ama ele,como também ama as coisas que ele fez,faz e escreve.
que coisa!!! esta coisa de nazista nunca acaba!!!!